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Movimento convoca marcha contra atuação de grupos paramilitares
Adital / quarta-feira 6 de fevereiro de 2008
 
web: Adital

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Após a polêmica marcha realizada na última segunda-feira (4), os movimentos sociais e familiares de seqüestrados das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) acusaram o governo de atiçar a raiva dos colombianos e evitar o diálogo. Nesse contexto, o Movimento Nacional de Vítimas de Crimes de Estado convoca uma marcha contra grupos paramilitares, parapolíticos e agentes estatais que violam os direitos humanos para o dia 6 de março, em Bogotá.

Os organizadores da nova marcha responsabilizam agentes do Estado e grupos paramilitares pela maioria dos casos de violência no país. Cerca de quatro milhões de pessoas foram desalojadas na Colômbia. Em comunicado, o movimento salienta que o conflito armado é responsável ainda por outras 15 mil desaparições e pelo assassinato de 1.700 indígenas, 2.550 sindicalistas e 5 mil membros da União Patriótica.

Segundo o Movimento de Vítimas de Crimes, em janeiro de 2008, os paramilitares cometeram dois massacres, nove desaparições forçadas e 8 homicídios. Em 13 anos (1982-2005), os paramilitares realizaram mais de 3.500 massacres, roubaram mais de seis milhões de hectares de terra. E desde 2002, quando foram oficialmente "desmobilizados", mataram cerca de 600 pessoas por ano. Eles já controlaram 35% do Parlamento.

O Exército Nacional cometeu, de 2002 até hoje, 950 execuções. Só em janeiro deste ano, foram 16 execuções extrajudiciais. Para não serem pressionados pela opinião pública, eles imediatamente relacionam suas vítimas a integrantes das FARC e as apresentam como "positivos", embora essas pessoas não integrem as Forças Armadas.

"Como o Movimento de Vítimas reiterou, o caminho percorrido por Álvaro Uribe Vélez em seus dois mandatos não conduz à reconciliação e muito menos à paz, pelo contrário, estimula o confronto armado, consolida a impunidade e aumenta consideravelmente a vulnerabilidade e o número de vítimas", disse o Movimento.

Para discutir o problema enfrentado pelo país, o Movimento realiza também em Bogotá, de 6 a 8 de março, o IV Encontro Nacional de Vítimas de Crimes de Lesa Humanidade, Genocídio e graves violáceos dos direitos humanos. No encontro, se avaliará, discutirá e ampliará as estratégias de luta contra a impunidade, a fim de fortalecer o Movimento.

Os participantes do encontro pedem uma saída negociada do conflito político, social e armado, o acordo humanitário e a democratização do país."Sob as políticas de ‘luta contra o terrorismo’ e a estratégia oficial da ‘segurança democrática’ se está legalizando o poder mafioso na Colômbia, o que é uma ameaça para as forças sociais e democráticas que buscamos uma transformação real do país", disse o Movimento.

Farc: Novas liberações

Por outro lado, e em meio a tantas manifestações, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército do Povo (Farc-EP) anunciaram a liberação de três novos reféns. O grupo pede, a exemplo das últimas duas liberações, a intermediação do presidente da Venezuela, Hugo Chávez e da senadora colombiana Piedad Córdoba. A Federação Internacional dos Comitês Ingrid Betancourt pediu à França e à comunidade internacional que continue apoiando as ações humanitárias do presidente venezuelano.