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Diálogo entre indígenas e Governo colombiano avança com acordos
Prensa Latina / quarta-feira 23 de outubro de 2013
 

As negociações entre o Governo e os representantes da Organização Nacional Indígena da Colômbia (Onic) deram seus primeiros frutos com a redação de um documento, que elaboram em conjunto com os possíveis acordos a que podem chegar.

Depois de uma crise na mesa, as partes retomaram as conversas ontem no departamento do Cauca, focadas em vários dos temas que há anos preocupam essas comunidades ancestrais, entre eles o respeito aos direitos humanos, território, autonomia política, jurídica e administrativa e a megamineração.

Segundo notícias da imprensa, ambas as partes começaram a procurar viabilidade às problemáticas propostas pelos indígenas, que pedem conseguir uma verdadeira defesa da vida, do território e da soberania.

Após várias horas de reuniões em La María, no município caucano de Piendamó, começaram a elaborar um documento que esperam que seja assinado pelo presidente Juan Manuel Santos, detalham fontes próximas às negociações.

No tema da megamineração chegou-se a um consenso para buscar mecanismos que permitam a essas comunidades exercer o controle do meio ambiente nos territórios onde se pratica a exploração mineira por parte de multinacionais.

Além disso, os indígenas debaterão com o Governo sua proposta para o processo de paz com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo, que é realizado em Cuba há quase um ano.

Um dos temas presentes sobre a mesa é o de direitos humanos, pois essas populações nativas têm sido golpeadas por anos.

Na última segunda-feira, a Onic tinha chamado seus integrantes a dobrar as concentrações nos mais de 20 departamentos onde estão mobilizados há 10 dias, após esperarem sem sucesso o ministro do Interior, Aurelio Iragorri, que não chegou à reunião.

Os representantes de 102 comunidades nativas saíram às ruas em uma grande manifestação no dia 12 de outubro para exigir do Estado o cumprimento dos 96 acordos contemplados no Plano de Desenvolvimento Nacional.

A mobilização foi reprimida pelas forças de segurança com um saldo de mais de 100 feridos, vários deles gravemente.