Asociación Campesina del Valle del Río Cimitarra
:: Magdalena Medio, Colombia ::
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Do Madalena Meio, na Colômbia
Situação dos presos políticos da ACVC
Agencia Prensa Rural / sexta-feira 27 de fevereiro de 2009 / Español
 

A Associação Campesina do Vale do Rio Cimitarra (ACVC) é uma organização de caráter regional e integra os propósitos da comunidade através de suas juntas de ação comunal (núcleos de base comunitária), cooperativas, comitês pesqueiros e outras agrupações de trabalhadores do campo, no marco da defesa integral dos direitos humanos e a luta pela terra.

É uma organização social não governamental camponesa que desenvolve um trabalho comunitário, político e social em oito municípios do Madalena Meio, na Colômbia: Barranca Vermelha, Cantagallo, Remedios, São Paulo, Santa Rosa do Sul, Segovia, Simití e Yondó. Está composta por 120 juntas de ação comunal das veredas (assentamentos).

Em carta dirigida para organizações parceiras, na Colômbia e no mundo, assim como para todas as pessoas que tem manifestado sua solidariedade com a causa da organização e os presos políticos Andrés Gil e Miguel Angel Gonzalez Huepa, que estão presos pelo regime colombiano a mais de um ano. A ACVC denuncia maus tratos e arbitrariedades, por parte, das instituições penitenciarias, assim como irregularidades no processo pelo qual permanecem na prisão acusados de rebelião, sendo eles lideres comunitários lutadores pela zona de reserva campesina.

Dos seis dirigentes da ACVC, presos, acusados pelas autoridades colombianas, em 29 de setembro de 2007 e 19 de janeiro de 2008, de serem braços políticos das guerrilhas, sendo eles, apenas, simples camponeses que lutam mediante a organização campesina por melhores condições de vida e trabalho no campo, via Associação Campesina do Vale do Rio Cimitarra - ACVC, na região de Madalena Meio, na Colômbia. Quatro deles, que estavam na mesma situação foram declarados inocentes e postos em liberdade, enquanto que os outros dois (Andrés Gil e Miguel Angel Gonzalez Huepa), permanecem presos.

Outros seis dirigentes permanecem vinculados ao processo judicial, baseado em informes da inteligência de militares, sendo que alguns destes militares estão destituídos por violação a direitos humanos.

A seguir a ACVC apresenta a Carta escrita pelos presos políticos denunciando os maus tratos e arbitrariedades aplicadas pelas instituições penitenciárias, aos mesmos, mantidos em cárcere de segurança máxima, Palo Gordo, localizado em Girón Santander, na Colômbia:

Queremos expressar os nossos mais sinceros agradecimentos pelos conseqüentes esforços, que se adiantam na campanha de solidariedade pela ACVC.

O fortalecido espírito de valor e solidariedade com que se tem comprometido afrontando o adverso contexto da estigmatização, persecução e repressão do que vocês também são vitimas.

Este esforço tem permitido ao povo camponês do vale do rio Cimitarra , sustiver o desarrolho dos processos da organização comunitária e as construções permanentes de mecanismos, que nos tem permitido seguir adiantando a labor da defesa integral dos direitos humanos. Estratégias estas que tem caracterizado as atividades da ACVC durante estes 12 anos.

Estas diferentes e múltiplas atividades expressões de solidariedade e acompanhamento, nos tem fortalecido e recarregado a moral e as convicções.

Os últimos 4 meses desde o traslado do cárcere modelo da Bucaramanga para o cárcere de alta segurança de Palo Gordo, as nossas condições de reclusão se tem endurecido pelas já duras medidas de coerção e castigo que integram o sistema deste tipo de prisão se agrega o fato de que nos estamos situados num pátio de reclusos processados por: paramilitarismo, rebelião, delinqüência comum, mantendose uma constante de conflitividade agravados pelas permanentes arbitrariedades, abusos e violações aos nossos direitos fundamentais cometidos pela guarda como: surras e fortes agressões com gás pimenta e gás lacrimogêneo, ante situações que só correspondem a conflitos de 2 ou 3 reclusos.

Surras realizadas a internos em estado de indefesa, esposados, como castigo pelas inconformidades dos reclusos. Violação dos procedimentos de revista, obrigando aos internos a se desnudar e golpeados, quando estes se negam.

As graves irregularidades jurídicas, que se vem cometendo desde o inicio do mal chamado processo de investigação adiantado pela fiscalia especializada 37 de Medellín se somam as ultimas decisões dos tribunais 1 e 2 penal do circuito especializado de Barrancabermeja frente ao incumprimento do vencimento de termino do nosso processo judicial amplamente sustentados estes por os nossos advogados defensores e negado pelos juizes de jeito maniqueo, alem de tecer manobras que podem se entender como negligencia e que tem como propósito dilatar o processo, evidenciando com todo este uma forte articulação de pressão que se vem exercendo para continuar com o processo de fratura da ACVC.

A ACVC agradece pela atenção que você e sua entidade tem prestado a nossa carta e se coloca a disposição para receber seu pronunciamento a respeito, através de seu endereço eletrônico associacion.campesina@gmail.com; prensarural@gmail.com.

Mais informações a respeito da ACVC no site Prensa Rural no link da ACVC.